sexta-feira, dezembro 17, 2004

O amigo do amigo, ou Meu clone

Outro dia eu caí mais uma vez no conto da Carochinha do “Encontro com o amigo do amigo que é igualzinho a você.”
Acontece que, dessa vez, eu cheguei no barzinho e levei um susto. Não é que o cara era os meus córnes? Estava tete-a-tete com a minha versão masculina!
Lógico que achei o cara uma gracinha. Afinal de contas, eu tenho um mínimo de autoestima. É o tipo do cara que agrada qualquer família. Bonitinho, dentes perfeitos, cabelo arrumado, roupa impecável...
Se eu aparecesse com um cara desses aqui em casa meus pais comprariam pra mim um apartamento no Leblon e fariam enxoval. Tentariam criar um habitat perfeito para nossa procriação em cativeiro.
Mas foi só o cara abrir a boca pra eu questionar a existência de um encontro perfeito. Pois o homem é igual a mim também na personalidade. Gosta de samba, de vinho e tem opiniões imbatíveis como as minhas, o que nos levou a uma discussão infindável. Ele se acha o dono da verdade, só que a dona sou eu. Se um dia a gente se casar, já começamos o relacionamento pelo fim: caindo na porrada.