terça-feira, janeiro 11, 2005

Por que homens com mais de 30 devem estar desesperados para casar?

Outro dia eu estava na casa de um amigo. A conversa girava em torno de relacionamentos. Como eu era o único solteiro com mais de 30, todos pensaram "hum, quem podemos apresentar ao ZeroK?". É impressionante como as pessoas têm pena de você "Tadinho, ele tá solteiro... e tem 30 anos! Vamos apresentar uma mulé para ele?". Tudo bem que elas não fazem por mal. Mas, convenhamos, é lamentável. Imagina se eu vejo um sujeito magro e digo "Coitado, você tá esquelético... vou te dar um prato de comida". O curioso é que uma das mulheres da mesa fez o seguinte comentário (devidamente apoiado pelas outras mulheres): "eu prefiro um cara de 40 anos que seja separado à um de 40 solteiro. Se ele está solteiro com 40 anos é porque deve ter algum problema". Realmente existe a lenda urbana de que mulheres de 30 anos estão desesperadas para casar porque é a idade de ter filhos, porque o peito e a bunda começam a cair etc. Mas acreditem, isso está mudando. Hoje, muitas mulheres de 30 são mais gostosas e bonitas que as de 20, são intelectualmente mais interessantes e podem até engravidar mais tarde. Os homens, por sua vez, acham que ficam mais charmosos. Porra nenhuma! Eu tô barriguro pra caralho. Só não é mais trágico porque eu ainda não fiquei careca.

Do jeito que as coisas andam, preciso arranjar uma mulé antes que eu sobre pra titio.

domingo, janeiro 09, 2005

Discutindo a relação, ou Será que a Maria quer terminar comigo?

A gente não pode nem ir na esquina comprar um cigarro que as mulheres já querem discutir a relação. Eu sempre fico preocupado com a frase "precisamos conversar". Afinal, todas as mulheres que me disseram isso terminaram comigo. Vocês não têm idéia de quantos pés-na-bunda eu já levei. Sou praticamente um Michael Schumacher do pé-na-bunda! Essa coisa de terminar um relacionamento é curiosa. Certa vez, um amigo saiu de casa determinado a terminar com a namorada. Ele a levou para jantar no Carpaccio & Cia. Só quando ele chegou no restaurante é que se deu conta do seu dilema: "será que eu termino antes, durante ou depois da comida chegar?". Conclusão: ele não conseguiu terminar. Hoje está casado com ela. Porra, o cara quer terminar com a mulé e a leva para comer carpaccio?! Deveria ser proibido fazer esse tipo de coisa em restaurante. Teria sido bem mais fácil se ele terminasse com a mulé dentro do carro.

Maria, você não vai me chamar para conversar no carro, certo?

sábado, janeiro 08, 2005

Discutindo a relação, ou ZeroK saiu pra comprar cigarros

Estava na vez do ZeroK postar, mas ele saiu pra comprar cigarros. Logo, sua volta é dúbia. Aí posto eu. É sempre assim, eu não agüento mais: tudo eu, tudo eu, ele nunca faz nada. No começo era diferente. Ele era um fofo comigo. Meu benzinho pra cá, meu benzinho pra lá, deixa que eu posto hoje, já postei, viu o template que eu fiz? Mas agora, não.
Ele fica lá, enchendo os córnes de uísque com os amigos, em vez de comparecer. E eu aqui, com o umbigo colado no teclado, enrolando vocês.
Assim não dá, assim não tem condição, a gente tem que discutir a relação. Vou falar bem assim pra ele, ó: “ZeroK, a gente tem que conversar”. Quando uma mulher diz que precisa conversar nunca é pra discutir capítulo de novela.
Que é que será que está havendo? Será que ele tem outra página? Será que aquele calhorda, cafajeste, salafrário, arrumou outra? Eu só sei que essas merdas desses cigarros devem ficar em Kuala Lumpur, porque ele está demorando um bocado pra voltar.

terça-feira, janeiro 04, 2005

Um post sobre o Ano Novo, ou o dia em que eu encontrei a Felicidade Suprema

Eu deveria deixar os dois posts de Ano Novo para o Zerok escrever. Afinal, esta é a melhor noite do ano para ele. São milhares de mulheres com marquinha de biquíni por causa do Verão, bêbadas de prosecco e de calça branca.
Só que, como ele, eu também encontrei a Felicidade Suprema no Ano Novo, mesmo que longe dos quatro metros de rabanada da cozinha lá de casa.
É isso mesmo. Depois de anos e anos de análise, de viagens para o exterior e interior do Brasil, de ouvir espiritualistas e de ler centenas e centenas de livros, encontrei a Felicidade Suprema no banheiro da casa da festa de réveilon.
Eu já devia ter tomado uns quatro proseccos quando, três para a meia noite, me deu uma vontade danada de fazer xixi. E enquanto a gente não mija numa hora dessas fica muito, muito infeliz. Eu tinha duas opções: passar a meia noite abraçada nas minhas amigas e no primeiro moreno do ano, ou me aliviar.
Fui fazer xixi, lógico, o que me faz ter excelentes expectativas a respeito de 2005. Afinal, pela primeira vez eu não tive que me preocupar com a cor da calcinha com que passaria a virada do ano.

quinta-feira, dezembro 30, 2004

Um post sobre ano novo, ou Calcinha amarela?

Algumas vezes eu nem acredito que ano passado eu ainda morava no Chile. Tanta coisa mudou! Mas como isso aqui não é patrocinado pela Globo, não farei nenhum balanço ou retrospectiva 2004. O lance é olhar pra frente e pensar no reveillon! Por falar nisso, hoje eu estava andando na rua e vi umas mulheres comprando calcinha num camelô! Sinistro, eu nunca tinha visto camelô vender esse tipo de artigo! Se eu fosse mulé, ficaria melindrada em comprar calcinha em plena rua enquanto milhares de homens passam pensando "hum... ela vai estar vestindo essa pequenininha no reveillon". Afinal, quem inventou essa porra de comprar calcinha no ano novo?! Por acaso alguma mulé ficou rica por usar uma calcinha amarela?

Mas enfim... já que vocês estarão mesmo de calcinha nova, vocês bem que poderiam me mostrar, né?