Adendo ao post de Natal ou Zerok, seu preguiçoso, post chinfrim de cinco linhas não vale
Um post reincidente de Natal. Sobre a rabanada e eu, eu e a rabanada. Nós quatro, que comi mais que uma. Eu e todas as mulheres que estavam ontem comigo no spinning. Todas suando suas rabanadas, e falando sobre elas. Sobre como preferiam comê-las, horário, temperatura, sabor.
Depois de uns 25 minutos de aula tentei me elevar a um plano superior, e esquecer que estava resfolegando no banco. Me isolei da conversa (sim, porque mulher que é mulher fala muito até no spinning) e pensei em algo diferente. Rabanadas.
Eu acho que não existe nada mais calórico que uma rabanada. É um pão, que já é calórico. Embebido em açúcar e gema de ovos. Frito. E, não satisfeitos, ainda colocam açúcar e canela por cima. Só poderia ser pior se finalizassem com uma camada de doce de leite com amêndoas. E salpicassem uns torresminhos.
Em Portugal as rabanadas se chamam fatias douradas. Eu acho esse nome lindo. Deve até engordar menos. Uma rabanada é, definitivamente, muito mais pesada. Difícil se recuperar de uma rabanada. Já uma fatia dourada é leve e despercebida.
Mas o mundo poderia ser muito pior. Se rabanadas se proliferassem por outros momentos do ano. Já imaginou? "Oi, vamos pegar um cineminha e comer umas rabanadas?". "Meu bem, hoje o jantar está simples, fiz rabanadas com legumes". Ou "Feliz aniversário! Faça um pedido quando assoprar as velinhas em cima da rabanada!".
Sim, o mundo seria muito pior. Ou melhor.

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